terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O último discurso de George Bush como presidente e uma lição de patriotismo

Ontem assitimos por pouco mais de uma hora o último discurso que o presidente George W. Bush fez ao Congresso, e nele. Esse discurso, repetido anualmente pelo presidente, chama-se Estado da União e é como que uma prestação de contas feita aos representantes do povo, então ao povo.

Já no começo, achei algo diferente. Quem anuncia o presidente são dois assistentes, lá na porta, com vozes graves porque não usam microfones. Eles dizem, alguma coisa como: “Senhora Presidente da Câmara, o presidente dos Estados Unidos, George Bush.” Como eles usam tão somente a palavra "speaker" para "Presidente da Câmara", demorou uns segundos para que eu entendesse que eles se referiam à Nancy Pelosi, do Partido Democrata - que atualmente tem a maioria no Congresso, e por isso possui a líder. Então, é como se ela fosse a dona da casa, e por isso o anúncio ter sido feito a ela.

E aí, ela vem ao microfone e diz assim: “É com distinto privilégio e com muita honra que eu convido..”, blá, blá, blá e então entra o presidente. Eu, na minha humilde ignorância, viro para o meu marido e digo: “Ela disse que se sente privilegiada? Honrada? Eles são de partidos completamente opostos, ela, como líder do congresso vive atrasando um monte de leis que Bush manda prá lá, eles discordam radicalmente em vários assuntos e ela tem a cara de pau de falar assim na frente de todo mundo?”

E então, meu marido vem com um pouco de lição patriota, que é um campo bastante desconhecido prá mim, e me diz: “Ela está se referindo ao cargo, não à pessoa.”

Dããããhhhhh!!!!

4 comentários:

Mirella disse...

Dãh... é ótimo...
Fala sério, né?! ahahah
[]s

oshiro disse...

heheehe
Ahh, mas vc é patriota, não é qquer um assiste a um discurso do presidente do país. Bom, eu não assisto rs

Veridiana Serpa disse...

No State of the Union sempre são educados ao se referir ao cargo, não apenas pelo fato de milhões de americanos estarem assistindo, quanto ao fato de ser transmitido para diversos países (eu assisti inteiro) e a imagem do presidente como chefe da nação não pode ser transformada em uma total fuzarca, tem que haver respeito.

Veja que mesmo quando os democratas não concordavam com o ponto de vista exposto, apenas não aplaudiam nem se levantavam, mas jamais vaiavam ou algo parecido e todas as vezes em que o presidente falava da grande nação, de patriotismo, do povo americano, era praticamente unânime os aplausos...

Simone disse...

Como a Veridiana disse, no Congresso ainda há esse senso de respeito ao colega, porque afinal eles representam o povo. Os cidadãos podem ter contato diretamente com seus representates, há essa conexão mais íntima, então um desrespeito à um dos representantes é um desrespeito à quem eles representam.
A dinâmica de aplausos reflete bem isso. Eu nunca ouvi vaias ao presidente aqui, mesmo qdo ele compareceu a locais onde os republicanos não são muito bem vindos,como aqui, na Califórnia.